A via fotossintética de quatro carbonos

21/04/2010 12:11

A via fotossintética de quatro carbonos

O ciclo de Calvin não é a única via fixadora de carbono utilizada pelas reações independentes de luz. Em algumas plantas, o primeiro produto da fixação de CO2 detectado não é a molécula de três carbonos do PGA, mas sim a molécula de quatro carbonos do oxaloacetato (que é também um intemediário do ciclo de Krebs). As plantas que empregam esta via (junto com o ciclo de Calvin) são comumente chamadas de plantas C4 (de quatro carbonos), diferentemente das plantas C3, que utilizam apenas o ciclo de Calvin (A via C4 também é conhecida como via Hatch-Slack, devido aos dois fisiologistas vegetais australianos que desempenharam um papel decisivo na sua elucidação.)

O oxaloacetato é formado quando o dióxido de carbono liga-se ao fosfoenolpiruvato (PEP) numa reação catalisada pela enzima PEP carboxilase, que é encontrada no citoplasma.
Tipicamente, as folhas das plantas C4 são caracterizadas por um arranjo de células da bainha vascular, de modo que, juntas as duas formam camadas concêntricas em torno de feixe vascular. Esta organização em forma de coroa é denominada anatomia Kranz. (Kranz é a palavra alemã que significa "coroa"). Em algumas plantas C4, os cloroplastos das células do mesófilo tem grana bem desenvolvidos, enquanto que os cloroplastos das células da bainha vascular ou têm grana pouco desenvolvidos ou não têm nenhum. Adicionalmente, quando a fotossíntese está ocorrendo, os cloroplastos da bainha vascular geralmente formam grãos de amido maiores e mais numerosos do que os cloroplastos das células do mesófilo.

Fonte: Cláudio Cardoso – fisiologia Vegetal

  

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Boa

Luca | 08/07/2015

legal

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